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sábado, 14 de julho de 2012






Piratas Sombrios


O Flying Dutchman

Revenger of the Queen Anna

Os Piratas partem na noite escura

O mar enevoado

Sombrio

Carregados pelas almas daqueles que se perderam


Uma luz verde ao fundo no horizonte

A marca dos mortos sobre a Terra

A viagem ao mundo dos mortos

Por um caminho escuro

Com uma rota desconhecida


O Flying Dutchman carrega as almas

Dos eternos condenados

Com Van der Decken a comando

Amaldiçoado por Deus

Renegado pela Terra

Condenado a vagar pelos mares

Até o dia das ultimas trombetas


O Barba-Negra viaja com o Revenger of the Queen Anna'

Perverso e Maldoso

Seu único imediato é o Diabo

Ai daqueles que cruzarem seu caminho

Porque não há misericórdia à bordo


Cuidado viajantes do mar

Nesta cena sua alma corre perigo

De se tornar um novo marujo sombrio

Nestas águas tortuosas

Onde o mal é o vento nas velas

A perversidade é a água que corre a baixo

E o pecado é a corrente que leva a frente


Flying Dutchman, Revenger of the Queen Anna,

Lady Lovibond, Octavius, Caleuche, Mary Celeste

Viajam perdidos nas águas do cabo-da-boa-esperança

Por Pacífico e Índico

Por Norte e Sul

Que se resumem a um único caminho de águas tortuosas

A rota para o inferno


Por:
La Volpe







Sangue e Rosas


Sangue e Rosas

A mesmo alguma diferença?

Ambos provenientes de uma mesma causa

Será o calvário valido?

A perda satisfatória?

Perder e amar

Amar e perder de novo

O destino de todas as almas

Tão terríveis e ao mesmo tempo tão necessários

Mas no final,

A medida de ambos, em vida e morte, nos torna quem somos.


Por:

La Volpe








Escuridão


Na noite

Ouço gritos

Gritos de pesar


Carregados pelo vento

Entregues por mensageiros mudos

Que se escondem ao chamar


Gritos da escuridão

Me chamando sem cessar

Ecoando em minha mente, como o canto da sereia


Sedutora e ambiciosa

Tomando de pouco em pouco
O que quer que tenha sobrado


A não ser aquilo que mais ambiciona

Meu negro coração

Meu humano e negro coração


A única coisa sobrevivente

O que ainda me impede de me entregar

O que ainda me impede de a deixar entrar


Meu negro coração

Que mesmo manchado e machucado

Continua batendo por alguém que não pode amar, pela vida que não pode viver


E por fim lutar

Tornando-me dividido

Incompleto


Nem bem

Nem mal

Nem luz

Nem trevas


Só o que você vê

Uma criatura de dois mundos

Criada pela escuridão, tocada pela luz

Humana e monstruosa


A criatura que ama sem saber amar

Que observa a vida sem participar

Criada pelas trevas

Salva pela luz de um amor destroçado


Por:
                 La Volpe













Criatura da Noite



Sempre e para sempre
Sempre ser e nuca perecer
A maldição de sangue uma vez lançada
Não pode ser jamais quebrada
O pacto selado com um beijo
No crepúsculo
No ultimo raio de sol
Na hora do véu baixo
Os pés ao vento tocaram o chão
Trazendo de volta não o homem
Mas a criatura
E dela a escuridão

A terrível maldição

Trazendo de volta não para a vida

Mas para morte e destruição

Para trevas e escuridão


Por elas ele anda

Não vivendo

Mas também não morrendo

E sim existindo


Tirando a vida pela vida

Sangue pelo Sangue

Na noite ele caminha
Por toda eternidade
Sozinho na escuridão

Pois esse é o seu castigo e maldição


Por:
                      La Volpe