quarta-feira, 18 de julho de 2012
Nós os zequelis — disse ele — temos o direito de nos sentirmos orgulhosos, pois, em nossas veias corre o sangue de muitas raças valentes que travaram lutas leoninas para aconquista. Aqui, neste cadinho de raças européias, a tribo de Ugrie trouxe da Islândia oespírito belicoso que lhe deram Thor e Wodin e seus homens se lançaram com tal afã nas praias da Europa e também da África e da Ásia, que os povos pensavam que tinhamaparecido os próprios lobisomens. Também para aqui vieram e se encontraram com oshunos, cuja fúria guerreira varrera a terra como uma fogueira, até que os povosmoribundos afirmassem ter nas veias o sangue daquelas velhas feiticeiras que, expulsasda Cítia, cruzavam-se com os demônios no deserto. Idiotas! Que demônio ou bruxo foitão grande quanto Átila, cujo sangue corre em nossas veias? Não é de admirar quesejamos uma raça de conquistadores. Quando redimimos aquela grande vergonha deminha nação, a vergonha de Cassova, quem, senão um homem de minha própria raçaatravessou o Danúbio e bateu os turcos em seu próprio terreno? Um Drácula! É não foiesse Drácula que inspirou aquele outro de tua raça, muito depois, que lançou suas forçasatravés do grande rio nas terras dos turcos? Quando foi batido, voltou, e tornou a voltar,muitas vezes, embora tivesse vindo sozinho do sangrento campo de batalha, onde suastropas estavam sendo massacradas, pois sabia que, no fim ele sozinho acabariatriunfando! Dizem que só pensava em si mesmo. Mas de que valem os camponeses semum chefe? No entanto os dias de guerra passaram. O sangue é uma coisa muitopreciosa, nestes dias de paz vergonhosa.
Um trechinho para o meu caro amigo, D...
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